Posicionamento da OAB-PG sobre o projeto que prioriza segurança pública
aos arredores de templos religiosos.
Na última segunda-feira (6), foi aprovado na Câmara Municipal o projeto
de lei do vereador Pastor Ezequiel Bueno (PRB), que visa mais segurança
nas ruas e espaços públicos aos arredores dos templos religiosos. Com
isso, todas as igrejas, independente da religião, passarão a contar com
os trabalhos da Guarda Municipal e também da Autarquia Municipal de
Trânsito.
Segundo o posicionamento da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de
Ponta Grossa, o projeto é inconstitucional, pois estabelece como
critério a localização para a destinação de recursos públicos na área da
segurança. “Com isso, se institui uma forma de privilégio para essas
localidades. Não que não precisem de segurança, mas isso não pode ser
determinado numa lei, porque todos os cidadãos têm direito de receber
atenção do poder público na área de segurança.”, avaliou o especialista
em Direito Constitucional, e membro da Comissão de Direitos Humanos da
OAB-PG, o advogado Alexandre Almeida Rocha. “E quantas igrejas não
existem no município, difícil mensurar quais receberão atendimento
prioritário”, questionou.
Para o profissional, outros critérios deveriam ser considerados para
traçar a atuação do município no quesito segurança. “Várias localidades
deveriam ter o direito da segurança pública por parte do Estado, mas
claro que existem falhas. No entanto, elas não podem ser corrigidas
desta maneira. Temos várias escolas na cidade. A própria UEPG, às vezes,
apresenta problemas de segurança pública”, finalizou. (Fonte: OAB/PG)

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