Segundo as últimas informações, a Justiça do Paraná, anulou o processo que tramitava em Curitiba sobre o desvio de R$ 40 milhões do Cescage sob a alegação de 'falta de competência'. Segundo o TJ/PR, o processo deve tramitar em Ponta Grossa e não na capital. Desta forma, o caso será remetido a uma das quatro Varas Criminais de Ponta Grossa, que podem ou não aproveitar as provas já colhidas durante a investigação do Centro de Operações Especiais Policiais: COPE. Em função disso, a sócia do Cescage, Julia Streski, que segundo informações do Cescage já foi destituída do cargo administrativo da instituição, não prestará mais o depoimento que havia sido marcado para esta tarde em Curitiba. Ela está regressando para a cidade de Ponta Grossa onde deverá conceder uma entrevista coletiva.
CESCAGE DIVULGOU NOTA ATRAVÉS DE ADVOGADOS
A Advocacia Kfouri & Gorski, por intermédio de seu advogado Gustavo Swain Kfouri, representando, a partir desse momento, o Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais Ltda. (CESCAGE), por sua nova direção, após a prisão temporária da sócia administradora Júlia Streski, da diretora financeira Ivete Marcowicz, da contadora Zilmari Viechinieski e do consultor Jorge Karan, o que se fez com busca e apreensão domiciliar, bloqueio e quebra de sigilo das contas bancárias, em inquérito policial que estão indiciados mais de duas dezenas de pessoas, em operação conduzida pelo Centro de Operações Policiais Especiais do Estado do Paraná (COPE), realiza o presente esclarecimento.
A investigação policial, conforme decisão judicial, apontou indícios de ilícitos penais, como a instalação de uma quadrilha no CESCAGE com o objetivo de desviar capitais ou ativos, com uma gestão temerária, falsificando assinaturas do sócio, colocando em risco não só a continuidade das operações do CESCAGE como também a formação de seus quase três mil alunos e o emprego de mais de 400 colaboradores diretos.
Conforme as informações colhidas na fase do inquérito policial restou demonstrado, em tese, que a senhora Júlia Streski, juntamente com as três pessoas referidas e diversos outros colaboradores preferiram dispor do dinheiro da sociedade em proveito próprio, inclusive para aquisição de veículos, desvio de bens, gastos pessoais e remessa de valores para o exterior, em detrimento da manutenção do CESCAGE, como pagamento de salários e tributos. Consta ainda no inquérito policial que de maneira deliberada tentaram e conseguiram de todas as maneiras escassear os recursos financeiros do CESCAGE, além de mascarar, de forma fraudulenta, os resultados contábeis e financeiros, buscando empréstimos bancários com documentos falsos. Todas as ações foram praticadas sem conhecimento e, por evidente, sem consentimento do sócio do CESCAGE e também vítima das ações criminosas, José Sebastião Fagundes Cunha, inclusive com comprovadas falsificações de sua assinatura, como consta nos autos inquérito policial e em processo civil perante o Juízo de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Ponta Grossa, onde já tramita o pleito de afastamento da sócia administradora e exclusão da mesma da sociedade.
Com a prisão da sócia administradora e da diretoria do CESCAGE, uma Comissão Provisória foi nomeada, na forma da decisão judicial, para gerir o CESCAGE e dar continuidade a suas atividades, sem prejuízo a docentes, funcionários, alunos e fornecedores. Desta forma, o CESCAGE dará andamento a todas as suas atividades normalmente, garantindo à comunidade o normal funcionamento e o aprimoramento permanente da qualidade do ensino. Fonte: Blog do Jhonny

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